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Possível “super El Niño” pode reduzir furacões no Atlântico, mas risco à Flórida continua

2026-03-20  Grupo Noé  3 views
Possível “super El Niño” pode reduzir furacões no Atlântico, mas risco à Flórida continua

Em alguns cenários, especialistas consideram a possibilidade de um evento mais intenso, frequentemente chamado de “super El Niño”.

Embora o termo não seja uma classificação oficial, ele é usado para descrever episódios de aquecimento anormalmente forte das águas do Oceano Pacífico. Esse aquecimento altera padrões climáticos globais, influenciando regimes de chuva, temperatura e a formação de tempestades tropicais.

Impacto na temporada de furacões

Historicamente, anos com El Niño tendem a registrar menor atividade de furacões no Atlântico. Isso ocorre porque o fenômeno aumenta o chamado cisalhamento vertical do vento — condição que dificulta a organização e o fortalecimento de ciclones tropicais.

No entanto, o impacto real depende do momento em que o fenômeno se intensifica. Caso o aquecimento do Pacífico se consolide apenas no fim da temporada, por volta de outubro, a influência sobre o período mais ativo — entre agosto e setembro — pode ser limitada. Já um fortalecimento antecipado pode reduzir de forma mais significativa o número de tempestades.

Flórida segue em área de risco

Mesmo com a possibilidade de uma temporada menos ativa, especialistas alertam que o risco para a Flórida permanece elevado. A posição geográfica do estado, entre o Oceano Atlântico e o Golfo do México, o mantém exposto a sistemas tropicais que podem se formar em diferentes regiões.

Outro fator de preocupação é a temperatura das águas do Atlântico, que continua acima da média. Oceanos mais quentes fornecem energia adicional para tempestades, aumentando o potencial de intensificação mesmo em anos com menor número de sistemas.

Cenário ainda incerto

Meteorologistas destacam que a combinação entre um possível El Niño e o aquecimento do Atlântico torna a previsão mais complexa. Experiências anteriores mostram que temporadas com menos furacões podem, ainda assim, produzir eventos isolados de grande impacto.

Diante disso, autoridades reforçam a importância da preparação antecipada, já que a redução no número de tempestades não elimina o risco de ocorrências severas ao longo da temporada.


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