Originário da África, o animal foi introduzido nos Estados Unidos ainda na década de 1980, principalmente por meio do comércio de animais exóticos.
Com o passar dos anos, indivíduos escaparam ou foram soltos na natureza e encontraram condições ideais para sobrevivência. O clima quente, a abundância de água e as áreas alagadas da Flórida criaram um ambiente semelhante ao habitat original da espécie, facilitando sua adaptação e reprodução.
Espécie invasora altamente adaptável
Desde 2021, o lagarto-do-Nilo passou a integrar a lista de espécies proibidas no estado, sob monitoramento da Florida Fish and Wildlife Conservation Commission . Ainda assim, sua expansão continua sendo um desafio.
Esses répteis podem ultrapassar 1,5 metro de comprimento e são predadores oportunistas. Alimentam-se de uma ampla variedade de presas, incluindo peixes, anfíbios, aves, ovos, pequenos mamíferos e até filhotes de outros répteis. Essa versatilidade aumenta o impacto sobre a fauna local.
Especialistas alertam que espécies já vulneráveis podem ser diretamente afetadas, como tartarugas, aves costeiras e até o crocodilo-americano, principalmente devido à destruição de ninhos e à predação de ovos.
Risco ambiental e atenção à população
Embora o risco de ataques a humanos seja considerado baixo, o lagarto-do-Nilo pode reagir de forma agressiva quando se sente ameaçado. Com garras afiadas, dentes fortes e uma cauda poderosa, ele é capaz de causar ferimentos significativos.
Além disso, a estrutura de canais e áreas alagadas no sul da Flórida funciona como uma espécie de “rota natural”, permitindo que esses animais se desloquem rapidamente entre diferentes regiões, ampliando ainda mais sua presença.
Recomendações para moradores
Autoridades orientam que a população adote medidas simples para evitar encontros e reduzir a atração desses animais para áreas urbanas:
- Manter distância e não tentar interagir
- Evitar movimentos bruscos
- Não alimentar animais silvestres
- Manter lixo bem armazenado
- Proteger animais domésticos
Em caso de avistamento, a recomendação é acionar a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission , responsável pelo monitoramento e controle da espécie.
O avanço do lagarto-do-Nilo reforça um problema recorrente na Flórida: o impacto de espécies invasoras que encontram no estado condições ideais para se estabelecer — muitas vezes com consequências imprevisíveis para o ecossistema local.