O presidente Donald Trump afirmou que “grandes operações de combate” estão em andamento. Já autoridades iranianas disseram que houve tentativa de atingir lideranças do país, que teriam escapado sem ferimentos.
Segundo a agência estatal iraniana, bombardeios atingiram uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, deixando dezenas de mortos e feridos. A informação não pôde ser verificada de forma independente devido às restrições impostas à imprensa internacional e ao bloqueio quase total da internet no país, monitorado pela NetBlocks.
Explosões foram registradas em cidades como Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O gabinete do líder supremo e o gabinete presidencial também teriam sido alvos. Em resposta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma “resposta esmagadora”, afirmando que os ataques ocorreram enquanto negociações nucleares ainda estavam em curso.
Retaliação e escalada regional
As Forças de Defesa de Israel informaram que mísseis iranianos foram lançados contra território israelense. Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein foram atingidas, e explosões também foram registradas em Doha, no Catar. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram impactos em Abu Dhabi, com ao menos uma vítima civil.
O ataque ocorre após semanas de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, sem avanços concretos. Trump acusou o Irã de tentar reconstruir sua capacidade nuclear e expandir mísseis de longo alcance. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que um “regime terrorista” não pode ter armas nucleares.
Programa nuclear sob incerteza
O estado atual do programa nuclear iraniano é incerto desde os ataques de 2025 a instalações em Isfahan, Natanz e Fordo. A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou anteriormente que os danos foram severos, mas não totais. Estimativas indicavam que o Irã possuía centenas de quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo do nível necessário para armamento.
Impactos globais
Companhias aéreas como British Airways, Emirates, Lufthansa e outras cancelaram ou desviaram voos na região. Escolas e universidades iranianas foram fechadas, e órgãos públicos operam parcialmente.
No campo diplomático, o Brasil condenou a ofensiva e pediu contenção. Reino Unido, França e Alemanha criticaram a retaliação iraniana. A Rússia classificou os ataques como “imprudentes”.
Dentro do Irã, há relatos de pânico e também de manifestações que veem na crise uma possível oportunidade de mudança política. Analistas apontam que o conflito pode se prolongar, ampliando riscos de instabilidade regional e impacto econômico global.