O alerta foi emitido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que informou que a capacidade de assistência consular poderá ser limitada caso o conflito se intensifique ou haja fechamento de espaços aéreos.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, a recomendação abrange Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen, além dos territórios palestinos. A medida é considerada preventiva, diante do risco de ataques diretos ou indiretos contra alvos civis e interesses ocidentais.
O alerta ocorre após uma série de ações militares que ampliaram o temor de confrontos regionais e represálias. Autoridades americanas avaliam que a instabilidade pode resultar em ataques com mísseis, drones e ações conduzidas por grupos aliados a Teerã, além de episódios de violência de difícil previsão.
Na terça-feira (3), a embaixada dos EUA em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. De acordo com informações oficiais, o prédio estava vazio no momento do impacto e não houve registro de mortos ou feridos. O episódio reforçou a preocupação com a segurança de instalações diplomáticas na região.
Além da orientação aos civis, o governo iniciou ajustes em sua presença diplomática. Embaixadas e consulados passaram a operar com equipes reduzidas em alguns países, enquanto determinados serviços consulares foram suspensos. Funcionários não essenciais estão sendo retirados de áreas consideradas de maior risco.
O Departamento de Estado também recomendou que cidadãos que optarem por permanecer na região mantenham contato frequente com representações diplomáticas, acompanhem alertas de segurança e adotem planos de contingência para eventual evacuação.
A medida reflete o momento de alta tensão geopolítica, em que autoridades americanas buscam minimizar riscos a seus cidadãos enquanto o cenário regional permanece volátil e imprevisível.