A funcionalidade, chamada “Women Drivers”, começou a operar na última segunda-feira (9) e tem como principal objetivo aumentar a sensação de segurança e conforto para passageiras.
Com a atualização do aplicativo, mulheres podem priorizar motoristas do mesmo gênero ao solicitar uma corrida. Caso o tempo de espera seja maior que o normal, o sistema continua oferecendo a opção de aceitar outro motorista disponível. Também será possível agendar viagens com preferência por condutoras mulheres.
Segundo a empresa, a iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de medidas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da segurança dentro da plataforma. Entre essas ações estão parcerias com organizações especializadas no combate à violência de gênero, campanhas educativas e conteúdos informativos disponibilizados diretamente no aplicativo.
O recurso já vinha sendo testado em alguns mercados e agora foi expandido para todo o território americano. No Brasil, a funcionalidade também começou a ser aplicada em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.
Apesar da proposta de segurança, a medida já enfrenta questionamentos legais. Na Califórnia, dois motoristas entraram com ações judiciais alegando que o recurso pode gerar vantagem competitiva para condutoras mulheres. Segundo os autores da ação, a legislação estadual proíbe discriminação baseada em gênero em serviços e oportunidades de trabalho.
O debate ocorre em meio a um histórico de denúncias envolvendo aplicativos de transporte. Nos últimos anos, empresas do setor registraram milhares de ocorrências relacionadas a assédio e violência sexual em diferentes países. Em 2023, a Uber pagou uma indenização de US$ 8,5 milhões a uma mulher que acusou um motorista da plataforma de estupro no estado do Arizona.
A empresa afirma que continuará investindo em ferramentas tecnológicas e políticas de segurança para reduzir riscos e oferecer mais proteção aos usuários da plataforma.